Nordic curls ou treino de sprint: podem substituir-se?
Nordic curls e sprint são tarefas diferentes. Saiba interpretar comparações diretas e separar força, desempenho de corrida e sintomas sem prometer mais velocidade.
PROTOCOLO GRATUITO DE 10 SEMANASEnviar o meu protocolo grátis ↓Nordic curls e treino de sprint não são exercícios intercambiáveis. No Nordic hamstring curl pratica a travagem a partir de uma posição ajoelhada; no sprint pratica corrida rápida. A investigação indica que ambos podem melhorar algumas medidas de força e desempenho dentro de um programa mais amplo (Ripley et al., 2023). Isso não prova que uma tarefa substitui totalmente a outra. Defina primeiro o que quer melhorar e avalie esse resultado em separado.
Se também quiser fazer Nordic curls em casa, uma montagem consistente pode ajudar. Veja como o Nordbelt fixa os tornozelos para os Nordic curls. Com uma fixação adequada, permite fazer o exercício sem parceiro. Não escolhe a carga de treino, não amortece a sua queda nem substitui o treino de sprint.
Que tarefa quer treinar?
No Nordic curl excêntrico habitual, ajoelha-se com os tornozelos fixos. O corpo avança a partir dos joelhos enquanto os isquiotibiais travam o movimento. Tenha as mãos prontas para se apoiar; regressar com ajuda faz parte desta execução. Consulte a técnica de base do Nordic hamstring curl se o exercício for novo para si.
O sprint envolve acelerar, alternar passadas e continuar a correr a alta velocidade. Essa tarefa não é executada num exercício de força ajoelhado. É mais útil perguntar o que cada forma de treino acrescenta ao objetivo do que declarar uma substituição completa. A comparação direta abaixo estudou ambos como complemento do mesmo programa de força, não dois sistemas totalmente separados (Ripley et al., 2023).

Imagem de contexto de uma corrida no futebol. A fotografia não mostra velocidade medida, carga de sprint prescrita nem resultado de um programa.
O que comparou o estudo sobre Nordics e sprint?
Ripley e colegas distribuíram 38 atletas universitários por três grupos. Todos seguiram o mesmo programa para os membros inferiores durante sete semanas. Um grupo acrescentou Nordic curls, outro treino de sprint, e o grupo de controlo não acrescentou nenhum dos dois. Foram medidas, entre outras variáveis, a arquitetura muscular, a força excêntrica dos isquiotibiais e a prestação no sprint. Ambos os grupos com um complemento melhoraram os tempos medidos. O controlo também melhorou várias medidas de força (Ripley et al., 2023).
É informação útil, mas não prova uma substituição completa. Os grupos eram pequenos e faziam vários exercícios comuns. Não se pode ler a melhoria como se apenas os Nordics ou apenas o sprint tivessem sido estudados. Força, arquitetura muscular e desempenho eram os resultados medidos; não se demonstrou aqui uma redução de lesões efetivamente ocorridas nos isquiotibiais (Ripley et al., 2023).
«O tempo de sprint melhorou» também não significa «todos vão ficar mais rápidos». Um resultado de grupo não determina a sua resposta, a dose adequada ou quanto sprint pode retirar. O estudo também não comparou o Nordbelt com outra forma de fixação.
O treino Nordic muda a atividade muscular na corrida rápida?
Outro estudo avaliou um aspeto específico da transferência. Vinte basquetebolistas masculinos sem lesão foram estudados após doze semanas de treino Nordic ou um período de controlo. Vários elétrodos mediram a atividade dos isquiotibiais no final da fase de balanço da corrida rápida. Não houve mudança estatisticamente clara nas medidas estudadas. Os autores recomendam cautela devido ao pequeno número de conjuntos de dados utilizáveis (Suskens et al., 2025).
A atividade muscular por eletromiografia, ou EMG, é um resultado diferente da força, do tempo de sprint ou do número de lesões. A ausência de diferença EMG clara não demonstra que o treino Nordic seja inútil. Também não mostra que fazer Nordics com mais força muda automaticamente o sprint ou o torna mais seguro. Este estudo não avaliou a substituição total do sprint nem o regresso após uma lesão atual (Suskens et al., 2025).
Evolua o seu Nordic curl da primeira repetição até à semana 10.
Um plano concreto de 7 páginas: progrida semana após semana, sem forçar demasiado.
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- 01Progressão clara semana após semana
- 02Técnica e erros a evitar
- 03Um registo simples que vai usar
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✓Baseado em investigação
Van Dyk et al., 2019: meta-análise de programas com NHE. Não avalia o efeito do Nordbelt ou deste protocolo.
Avalie força, velocidade e sintomas em separado
Escolha antecipadamente a pergunta e a observação correspondente. A tabela é um apoio editorial à decisão, não uma bateria de testes validada nem um protocolo de treino. Os estudos justificam separar resultados, não usar a tabela como prova de aptidão pessoal.
| A sua pergunta | O que registar em separado? | O que não pode concluir? |
|---|---|---|
| Executo melhor o Nordic escolhido? | A mesma montagem, ajuda e amplitude controlável | Que o desempenho no sprint ou o risco de lesão ficaram conhecidos |
| Corro mais depressa na tarefa desportiva? | Uma medição de corrida adequada, em condições comparáveis e com orientação se necessário | Que um exercício extra causou a mudança |
| A carga é adequada à minha situação? | Sintomas, recuperação e carga desportiva total, discutidos quando necessário | Que uma boa repetição equivale a autorização médica |
Imagine que consegue descer mais num Nordic mas não mediu a corrida. Registe apenas a melhoria da execução. Se mediu um sprint mais rápido enquanto o treino da equipa também mudou, não atribua o ganho apenas aos Nordics. As notas continuam úteis sem sugerir mais certeza do que existe.

Imagem de contexto de uma visualização conjunta. Uma imagem no telemóvel não mede força dos isquiotibiais, prontidão para sprintar nem aptidão médica; a fotografia não mostra uma avaliação profissional.
Torne a parte Nordic exequível
Escolha uma superfície estável, apoio confortável para os joelhos, espaço para as mãos e fixação baixa e simétrica dos tornozelos. Antes de aplicar carga, confirme que a ancoragem e a fixação permanecem no lugar. Siga o guia para uma porta, banco ou vedação adequados. A porta tem de estar bem fechada e ser adequada à fixação descrita. O banco ou a vedação devem suportar a carga sem se mover; uma cadeira leve ou uma vedação solta não são alternativas seguras.
Comece ajoelhado e direito. Mantenha ombros, ancas e joelhos aproximadamente alinhados, avance de forma controlada e apoie as mãos a tempo. Regresse com ajuda. Pare se a fixação deslizar, se cair sem controlo ou surgir dor aguda. A fotografia superior mostra apenas uma posição inicial junto a uma vedação; não aprova todas as vedações nem demonstra uma repetição completa.
Ao combinar com desporto, tenha em conta a carga existente. O plano de Nordic curls para futebol trata da distribuição entre treinos e jogos. O volume é discutido em quantos Nordic curls por semana. São perguntas diferentes de saber se força e sprint constituem a mesma tarefa.
Este artigo aborda escolhas de atletas saudáveis. Não use um Nordic ou uma corrida rápida para testar uma lesão atual. Fale com um médico ou fisioterapeuta sobre dor aguda nova, sintomas persistentes ou dúvidas no regresso. Uma boa execução de força não é, por si só, autorização para voltar a sprintar ao máximo.
Perguntas frequentes
Os Nordic curls podem substituir o treino de sprint?
Não pressuponha substituição completa. Ambos podem influenciar medidas sobrepostas num programa mais amplo, mas a comparação não demonstra a mesma tarefa desportiva nem que pode eliminar sprint sem limites. Defina a necessidade e acompanhe força e corrida separadamente (Ripley et al., 2023).
Vou ficar mais rápido com Nordic curls?
No programa estudado, o grupo com Nordics extra também melhorou os tempos de sprint. Todos faziam ainda o mesmo programa para os membros inferiores. Não é uma promessa individual de velocidade nem prova de que apenas o Nordic causou a melhoria (Ripley et al., 2023).
Não mudar o EMG significa que o exercício não faz nada?
Não. O estudo no basquetebol avaliou medidas específicas na corrida rápida, com poucos dados utilizáveis. Não encontrar uma diferença clara não permite julgar todos os efeitos possíveis do treino. Também não fornece certeza médica individual (Suskens et al., 2025).
Tenho de fazer ambos na mesma sessão?
Isso não decorre desta comparação. A distribuição depende do programa, experiência, recuperação e objetivo desportivo. Discuta a organização com o treinador se necessário e os sintomas com médico ou fisioterapeuta. Não acrescente um sprint máximo para verificar se a sessão de Nordics funcionou.
★ 4,6
























